segunda-feira, 30 de novembro de 2009

APOSTILAS PARA O VESTIBULAR

Classe Mammalia.

Profº Fabio Goes

Os mamíferos formam o grupo mais importante dos vertebrados e ocupam o lugar mais elevado da escala de evolução zoológica. A classe dos mamíferos é também a mais conhecida pois inclui o homem e possui 4600 espécies diferentes. Os mamíferos descendem dos répteis; surgiram há 195 milhões de anos de um grupo diferente daquele que originou os répteis atuais, o que explica as diferenças. Com o tempo eles passaram a apresentar a mais variada forma de adaptação ao ambiente, como pêlos que ajudam a se protegerem do frio. Suas principais adaptações estão ligadas ao modo de reprodução, ao aleitamento materno e ao cuidado com a prole. Estão distribuídos em praticamente todas as regiões da Terra, porém muitos mamíferos encontram-se ameaçados de extinção em diversas áreas florestais. Os membros se localizam quase sempre na face abdominal do corpo, o que permite ao animal andar ou correr.
Existem representantes tão pequenos quanto os musaranhos e camundongos com menos de
5 cm de comprimento e pesando apenas alguns gramas, e tão grandes quanto o elefante africano (Loxodonta aficana), que pode pesar até 7 toneladas. No mar, a baleia-azul (Balaenoptera musculus), que pode alcançar 31,5 m e 119 toneladas de peso, é o maior animal conhecido. No Brasil, o tamanho varia desde cerca de 5 cm e alguns gramas nos pequenos roedores até aproximadamente 300 kg da anta (Tapirus terrestris).



Todos os mamíferos possuem três características não encontradas em outros animais:
· a produção de leite através de glândulas mamárias;
· pêlos formados por queratina, e especializados em funções diferentes: proteção contra a insolação, isolamento térmico, sensoriais, camuflagem e defesa;
· três ossos no ouvido médio (martelo, bigorna e estribo).


Outras características secundárias encontradas na maior parte dos mamíferos são a presença de dentes diferenciados, uma mandíbula inferior formada por um único osso, a existência do
diafragma (músculo que separa a cavidade abdominal da torácica), pulmões revestidos de pleura, epiglote controlando e separando a passagem de alimento e de ar, cérebro altamente desenvolvido, endotermia e homeotermia, sexos diferenciados, sexo do embrião determinado pela presença dos cromossomos X ou Y e fertilização interna.

Além das características gerais é necessário conhecer os seguintes detalhes :

1. Normalmente, os mamíferos utilizam quatro membros para se deslocarem, têm o corpo coberto de pêlos, que mudam periodicamente, uma epiderme queratinizada que protege contra o atrito, impermeabiliza e é uma barreira contra microorganismos, e a temperatura corporal é constante (
homeotermos). Os mamíferos são animais de sangue quente; isso requer, então, algum tipo de isolamento térmico que é oferecido pela pele: tecido gorduroso, uma camada de pele externa morta (epiderme) e, principalmente, pêlos. As glândulas sebáceas, embutidas no pele, revestem os pêlos com uma secreção que repele água, e cada pêlo tem um músculo especial (horripilador) que pode deixá-lo eriçado.

2. Por ser o grupo mais complexo, onde o homem está presente, a característica que marca este grupo é a presença de glândulas mamárias para a alimentação de seus filhotes, possuindo
outras glândulas tais como: sebáceas (produção de gordura para lubrificar), sudoríparas (produzem suor para manter a temperatura do corpo constante), odoríferas (produzem cheiro para afugentar os inimigos).

3.
Todos os mamíferos, sem exceção, possuem pêlos (as baleias, que não tem pêlos quando adultas, nascem com eles; as escamas do pangolim são pêlos modificados, etc.). Os pêlos variam de acordo com o tipo ou animal: porco e javali possuem cerdas; o carneiro, a lã; o porco-espinho possui cerdas longas e rijas chamadas de espinhos.

4. O
esqueleto se caracteriza por ter a coluna vertebral dividida em várias partes diferenciadas: região caudal, que pode terminar numa cauda, regiões lombar, dorsal e cervical. O nariz pode ser proeminente. No nariz está alojado o sentido do olfato que se encontra muito desenvolvido em algumas espécies de mamíferos. Possuem quatro extremidades, típicamente terminadas em cinco dedos providos de unhas córneas, garras ou cascos (ainda que ,em alguns casos, as extremidades podem estar mais ou menos atrofiadas como observamos em Cetáceos, baleias e golfinhos, ou em Sirenídeos). Freqüentemente o número de dedos é menor que cinco. Apresentam adaptações para andar, correr, trepar, voar, nadar ou escavar. Os membros, muito modificados nos cetáceos (os braços se tornam nadadeiras), se localizam quase sempre, nos mamíferos terrestres, na face ventral do corpo. Isto permite ao animal andar ou correr. Os membros podem ser terminados em quatro pés (quadrúpedes), dois pés e duas mãos (no homem) ou quatro mãos (nos macacos). Nos ungulados (búfalos), as unhas ficam em contato com o chão e se transformam em cascos. Em geral podemos dizer que temos nos mamíferos terrestres três formas de extremidades para caminhar:
- PLANTÍGRADOS: que utilizam toda a palma ou sola do pé para caminhar, como no urso ou no ser humano
- DIGITÍGRADOS (digitos:dedo): que caminham apoiados nos dedos, como o cão e o gato.
- UNGULADOS: são mamíferos que caminham sobre a unhas, que por este motivo transformaram-se num casco, como ocorre no cavalo e em outros herbívoros.

5. Seu aparelho respiratório é formado pelos seguintes órgãos: vias aéreas, as narinas, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios e por último os pulmões. Por isso apresentam respiração pulmonar. Os pulmões apoiam-se no músculo diafragma que auxilia nos movimentos respiratórios (inspiração, que é a entrada de ar, com a cavidade toráxica ampliada, e expiração, com a contração da cavidade toráxica, que é a saída do ar rico em gás carbônico). O diafragma separa o tórax do abdome.

Cavidade toráxica, que contém os pulmões e o coração. Cavidade abdominal, com os aparelhos digestivo, excretor e reprodutor.No aparelho respiratório possuem laringe para poder emitir sons .

6. O aparelho circulatório faz o sangue circular pelo corpo com ajuda dos vasos sangüíneos e do coração.O coração é igual ao das aves e crocodilianos, formados por duas aurículas e dois ventrículos, onde do lado direito circula o sangue venenoso e do lado esquerdo o sangue arterial . Os vasos sangüíneos - como artérias e as veias - são tubos por onde o sangue circula. As veias levando o sangue para o coração e as artérias conduzindo o sangue do coração para o corpo. O coração é composto de dois átrios ou aurículas (direito e esquerdo) e dois ventrículos (direito e esquerdo).Cada átrio comunica-se com o ventrículo do mesmo lado. Os vasos que desembocam nos átrios são chamados VEIAS, bem como os vasos que saem dos ventrículos são as ARTÉRIAS.Portanto, o que identifica um vaso como veia ou artéria não é o tipo de sangue que carrega e sim o sentido em que o sangue circula.

7. Para a transformação e o aproveitamento dos alimentos, os mamíferos apresentam aparelho digestivo formado por: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso e ânus. Na boca têm os dentes , diferentes segundo sua utilização, apresentam dentes incisivos para cortar, caninos para desgarrar e premolares e molares para triturar. Não há cloaca , como nas aves , nos placentários .O tubo digestivo é muito variado segundo se trate de carnívoro e omnívoros que o podem apresentar mais curto e simples que o dos herbívoros .


8. O
aparelho excretor tem por finalidade a eliminação dos resíduos líquidos do organismo. Esse aparelho é formado por dois rins (que produzem a urina), dois bacinetes, dois ureteres, uma bexiga que irá armazenar temporariamente a urina, que em seguida será eliminada pela uretra .O principal resíduo nitrogenado é a uréia . Nos Répteis, Aves e Mamíferos os rins são chamados Metanefros, que são rins com muitos glomérulos situados na parte posterior do corpo.

9. Os mamíferos dispõem de
cinco órgãos dos sentido: tato, olfato, paladar, audição e visão. Eles são utilizados para caçar, perceber a presença do inimigo, procurar alimentos, encontrar a fêmea para o acasalamento, proteção, etc . Alguns órgãos dos sentidos são mais apurados em certos animais do que em outros. Olfato bem desenvolvido - no cão, no leão, no elefante, etc., boa visão tem o lince, ótima audição tem o morcego, olfato o gato, tem através de suas vibrissas.

10. O
sistema nervoso é bem desenvolvido , com cérebro e cerebelo grandes e aperfeiçoados. Eles possuem o maior cérebro entre os vertebrados, sendo particularmente bem desenvolvida a camada superficial, o córtex, responsável pela inteligência e memória. Isto dá aos mamíferos uma capacidade maior de aprendizagem que a dos outros vertebrados. Tal capacidade se reflete em variados e complexos padrões de comportamento, como a corte, a defesa de território, a vida em sociedade e a procura de alimento. Graças a eles, fica garantida a sobrevivência .Os hemisférios cerebrais, que são planos nos mamíferos inferiores, cresceram tanto nos superiores que apresentam pregas para entrar no crânio. (chamam-se circunvoluções).

11. O
aparelho reprodutor dos mamíferos é formado das seguintes partes: o feminino é constituído por dois ovários que produzem óvulos, dois ovidutos, um útero, corpo do útero, vagina e abertura urogenital com a presença do clitóris. O reprodutor masculino é assim formado: dentro do escroto estão os testículos que produzem espermatozóides que serão armazenados nos epidídimos, duto deferente, canal inguinal, as glândulas próstata e Cowper fornecem secreção para que o espermatozóide possa nadar e sair pela uretra no meio do órgão copulador, que é o pênis.

12. A
reprodução sempre é precedida de acasalamento verdadeiro. Os mamíferos são vivíparos (os filhotes se desenvolvem dentro do organismo da mãe), exceção feita aos Monotremados. Os monotremados, como o ornitorrinco e o equidna, são ovíparos. Nos marsupiais (canguru, koala), que possuem uma placenta vestigial e o desenvolvimento embrionário subdividido, inicialmente no útero e depois no marsúpio, dobra da epiderme do abdome onde se alojam as glândulas mamárias, a fêmea dá à luz um filhote embrionário que termina seu desenvolvimento na bolsa ventral materna; nestes mamíferos com placenta rudimentar, a bolsa marsupial substitui a placenta. Nos placentários, o embrião se desenvolve inteiramente no útero materno, ao qual se liga pela placenta. Este terá períodos variáveis de gestação; por exemplo: elefoa 20 meses, égua 12 meses, mulher 9 meses, cadela 2 meses, coelha 1 mês. Após esse período os filhotes são expulsos do corpo da mãe, sendo animais vivíparos.

13. Taxonomia ou Sistemática:


Os mamíferos são agrupados de acordo com suas semelhanças e separados conforme suas diferenças. Com base nesses procedimentos, os cientistas procuraram dividir os mamíferos em subclasses e várias ordens, entre as quais se destacam:

13.1.
Subclasse Prototheria, ordem dos Monotremados. Um único orifício para os sistemas digestivo, reprodutor e excretor, a cloaca. Sobrevivem hoje 2 familias e 3 espécies; são os mamíferos mais primitivos que existem, pois botam ovos, apresentam bico e patas semelhantes aos patos e os membros anteriores transformados em nadadeiras. O ornitorrinco e equidna (ambos encontrados na Austrália).

Ornitorrinco: mamífero que também põem ovos, possui um bico de pato, com corpo peludo e cauda achatada que funciona como nadadeira. É uma curiosidade da natureza. Os ornitorrincos se alimentam basicamente de minúsculos invertebrados encontrados nos rios, numa dieta semelhante à dos peixes. Além disso, têm um apetite impressionante: consomem cerca de um quarto de seu peso em comida diariamente. Como um macho adulto pode chegar a pesar 2 quilos, isso significa cerca de 500g de insetos quase microscópicos por dia. Isso faz dos ornitorrincos predadores vorazes, capazes mergulhar até 1000 vezes numa noite e movimentar pedras do tamanho de um melões no fundo dos rios para saciar sua fome.

13.2. Subclasse Theria: inclui os demais mamíferos.

13.2.1. Subclasse Theria, infraclasse Metatheria, ordem dos Marsupiais: são mamíferos que apresentam no ventre (em sua barriga) uma bolsa chamada marsúpio, onde estão as glândulas mamárias. O marsúpio serve para ajudar a completar o desenvolvimento do filhote, alimentá-lo e protegê-lo. O canguru, koala, gambá e cuíca. A palavra "koala" vem de uma língua aborígene australiana e significa "animal que não bebe". Os bichinhos receberam o apelido porque quase nunca bebem água, já que ingerem a maior parte do líquido que necessitam das folhas de eucalipto, sua principal alimentação. Eles são ativos durante a noite e passam de 14 a 18 horas por dia dormindo.

13.2.2. Subclasse Theria, infraclasse Eutheria (Placentalia): mamíferos placentários divididos nas seguintes ordens.

· Carnívoros: são os mamíferos que se alimentam de carne, pois apresentam dentes caninos bem desenvolvidos, capazes de dilacerar a carne. São exemplos leão-marinho, leão, lontra, lobo, quati, hiena, urso, onça, tigre, etc.

· Cetáceos: são os maiores mamíferos adaptados à vida aquática, pois seus membros anteriores são transformados em nadadeiras; não têm os posteriores, e a forma de seu corpo lembra a de um peixe. Na enorme cavidade bucal, as baleias têm centenas de largas lâminas (barbatanas) que filtram a água do mar, permitindo a retenção do plâncton. No alto da cabeça, a baleia tem um orifício nasal, por onde é realizada a circulação do ar (respiração pulmonar). Os cachalotes, as orcas, os golfinhos e os botos são cetáceos que no lugar das barbatanas apresentam dentes (carnívoros).
·
Dermópteros: mamíferos semelhantes a esquilos. São capazes de planar, vivem no Sudeste da Ásia. O principal exemplo é o lêmur-voador.
·
Edentados: são os mamíferos que apresentam uma dentição incompleta, contendo dentes sem esmaltes e sem raiz. Existem também aqueles que nem dentes têm. Esta ordem também pode ser chamada de Xenatro devido a um tipo de articulação especial das vértebras. A preguiça, tamanduá, tatu, etc.
·
Escamados: mamíferos que possuem corpo coberto com grandes placas córneas e língua delgada, usada para pegar insetos. Vivem na África e no Sudeste da Ásia.
·
Focídeos: animais mamíferos, carnívoros da família Phocideae, pinípedes, desprovidos de orelhas, com orifício auditivo descoberto. Caminham saltando com o ventre, dada a impossibilidade de se levantarem com os membros posteriores e de usá-los para locomoção, vivem a maior parte da vida na água, tendo hábitos anfíbios (ou seja, vive tanto em terra como na água). A foca, o elefante-marinho e o leão-marinho.
·
Insetívoros: mamíferos primitivos com focinho longo e pontiagudo. São pequenos e se alimentam de insetos. A toupeira, ouriço e musaranho.
·
Lagomorfos: a ordem dos lagomorfos é parecida com a dos roedores; a única diferença é que estes têm quatro dentes incisivos no maxilar superior e dois na mandíbula. Os coelhos e lebres.
·
Primatas: os mamíferos mais avançados. Cérebro grande, 5 dedos nas 4 extremidades. Distribução mundial. 13 familias e umas 200 espécies; são os mamíferos mais inteligentes, cuja cabeça forma um ângulo reto com o pescoço; ossos das pernas separados, livremente articulados, mãos e pés freqüentemente grandes, cada um com cinco dedos bem distintos, com o dedo polegar da mão em forma de alavanca, olhos dirigidos para a frente. Em sua maioria, estão adaptados à vida selvagem, como os macacos e os antropóides - estes desprovidos de cauda. O representante mais importante desse grupo é o homem. Porém, é preciso observar que, embora pertença a esta ordem, o homem está classificado na família dos homínidas. Os representantes dos primatas são o chimpanzé, o gorila, o orangotango, o macaco e o gibão.
·
Proboscídeos: estes mamíferos apresentam o lábio superior unido ao nariz, formando a tromba. Esta tem muitas utilidades, dentre elas: pegar o alimento e levá-lo à boca, defesa, etc. Nos machos, os dois grandes dentes incisivos no maxilar superior são as presas de marfim, que podem chegar a 2,5m. A cabeça desses animais é grande, com duas largas orelhas abanadoras para se refrescarem. Os elefantes.
·
Quirópteros: o nome Chiroptera origina-se de chiro= mão e ptero= asa, isto é, animais com a mão transformada em asa. É a segunda ordem em número de espécies, com cerca de 987 formas já conhecidas, cujo número só é superada pela Ordem Rodentia, dos roedores, onde se incluem os ratos, esquilos, cutias, etc. São os únicos mamíferos com capacidade real de vôo, propiciada pela membrana que une 4 dos 5 dedos do membro anterior, formando a asa. Outras espécies, como o esquilo-voador, apenas planam, após saltar de lugares altos. Os morcegos ocorrem em todos os continentes, só não sendo encontrados nos pólos. São em geral pequenos, na grande maioria não excedendo 100 gramas de peso. Apresentam hábitos crepusculares e noturnos e parte significativa das espécies orienta-se pela ecolocalização, emitindo sons de alta freqüência, inaudíveis ao homem, que ao esbarrar em algum objeto, retornam sob a forma de eco. Apresentam os hábitos mais diversos dentro de um único grupo de mamíferos, variando de insetívoros (alimentam-se de insetos), frugívoros (alimentam-se principalmente de frutos), nectarívoros (alimentam-se de néctar), piscívoros (incluem em sua dieta peixes), carnívoros (alimentam-se de pequenos vertebrados), onívoros (alimentam-se de frutos, flores, pequenos vertebrados e frutos) e hematófagos ou sanguívoros (alimentam-se de sangue). Seus olhos são reduzidos e atrofiados, mas a sua audição é perfeita, com a qual eles se orientam (sonar). Durante o dia eles permanecem no teto de cavernas, forros de casas abandonadas ou árvores. Saem à noite, para caçar pequenas presas (ratos, rãs, lagartos) ou até mesmo frutas e néctar de algumas flores.
·
Roedores: estes mamíferos apresentam dentes incisivos que não param de crescer. Para que isso não dificulte sua sobrevivência, estes animais roem com grande freqüência para poderem desgastá-los. Não apresentam dentes caninos. A capivara, castor, rato, esquilo, etc.
·
Sirênios: estes mamíferos aquáticos vivem em água doce e têm seus membros transformados em nadadeiras, com a cabeça semelhante à do bezerro, herbívoros dóceis e de poucos pêlos cobrindo o corpo. O nome sirênio significa sereia, a figura da lenda, metade peixe e metade mulher. Por sua carne ser muito apreciada estão sendo dizimados. O peixe-boi.
·
Ungulados: seus membros apresentam em sua extremidade o casco. Por isso estão divididos em dois grupos: Artiodáctilos e Perissodáctilos.

o Artiodáctilos: significa que esses animais têm um número par de dedos com casco. São exemplos o porco, camelo, dromedário (uma corcova), lhama dos Andes.
o
Perissodáctilos: significa que esses animais têm um número ímpar de dedos com casco. O cavalo, burro, anta, zebra e o rinoceronte.
Os ungulados podem ser ruminantes, pois o alimento, depois de engolido, é armazenado temporariamente na pança para ser amolecido e vai para o barrete e quando regurgitado, volta à boca para melhor ser mastigado e engolido, passando para o folhoso e logo em seguida coagulador (partes do estômago complexo). São exemplos de ruminantes, o camelo, boi, cabra, girafa, búfalo, etc
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APOSTILAS PARA O VESTIBULAR

APOSTILA SOBRE AVES
Profº Fábio Goes.

Classe Aves.

Triploblásticos, de simetria bilateral, celomados, deuterostômios, cordados, vertebrados, craniados, amniotas, alantoidianos, bípedes, homeotérmicos e possuem penas. São os únicos vertebrados que apresentam penas que revestem e isolam o corpo, o que facilita regular a temperatura e auxilia no vôo. São tetrápodas, com o par anterior transformado em asas; o posterior adaptado para empoleirar, andar ou nadar. A capacidade de voar permite às aves ocupar alguns habitats impossíveis para outros animais.
As aves originaram-se a partir dos répteis, o que fica evidenciado através das escamas que recobrem as pernas, do crânio com um côndilo occipital, dos mesmos anexos embrionários e da excreção do ácido úrico. A mais antiga "ave" conhecida é a "ave-lagarto" (Archaeopterix lithographica), animal do tamanho de uma pomba. O fóssil encontrado na Baviera (Alemanha), em 1861, permitiu reconhecer nessa "ave" a presença de bico com dentes e cauda longa. Viveu no período Jurássico, há cerca de aproximadamente 150 milhões de anos atrás. Portanto, o protagonista dessa incrível história da evolução das aves a partir dos répteis é o Archaeopterix lithographica. O Archaeopterix, porém, era um réptil diferente dos outros (inclusive dos outros voadores, como os pterossauros): tinha desenvolvido um novo instrumento de vôo, que complementava as asas, as penas. Dos contemporâneos plumados do Archoeopterix (ou de uma espécie similar a essa) derivaram as aves, que foram evoluindo cada vez mais. As primeiras aves tinham ainda o esqueleto da cauda bastante longo, e o "bico" munido de dentes. Além do Archaeopterix, também tinham dentes duas outras espécies plumadas, Ichthyornis e Hesperornis, que em grego significam "ave dos peixes" e "ave da noite".

Na edição brasileira da revista Scientific American de abril de 2003, Richard Prum e Alan Brush publicaram o artigo intitulado "A controvérsia do que veio primeiro, penas ou pássaros?", no qual afirmam: "Agora sabemos que as penas surgiram pela primeira vez num grupo de dinossauros terópodes (carnívoros, desde o pequeno Compsognathus, do tamanho de uma galinha, até o terrível Tiranossauro, alto como uma casa, bípedes, não utilizavam as patas anteriores para a locomoção, o que lhes permitia usá-las com outras funções, como capturar, dominar e matar as suas presas ou mesmo para manipular o alimento) e diversificaram- se em variedades essencialmente modernas em outras linhagens de terópodes anteriores à origem dos pássaros. Entre os numerosos dinossauros com penas, as aves representam um grupo particular que desenvolveu a capacidade de voar usando as penas de seus membros dianteiros especializados e da cauda."


Como o vôo requer alto consumo de energia, as aves evoluíram como animais endotérmicos, ou seja, aqueles cujo calor interno é gerado a partir de reações metabólicas energéticas, ou homeotérmicos, cujas taxas metabólicas são mais altas. Para manter a temperatura do corpo elevada e constante, consomem muito alimento e oxigênio que são necessários para as reações internas produtoras de calor. O conjunto de plumas e penas, ou seja, a plumagem que recobre o corpo das aves, tem várias funções: permite o vôo, protege do calor e do frio (funciona como isolante térmico), ajuda a flutuar na água e contribui para a manutenção de uma temperatura ideal durante a incubação (choco). Juntamente com as asas, as penas são o principal instrumento de vôo, funcionando como "hélices" e estabilizadores de vôo.

Sistema tegumentar: a pele é seca, sem glândulas, com exceção da glândula uropigiana que existe em algumas espécies. Apenas algumas aves possuem, na região caudal, glândulas uropigiais que produzem uma secreção oleosa, usada na lubrificação e impermeabilização das penas e do bico. A sua secreção permite que as penas repilam a água, e considera-se também de grande importância para a formação da vitamina D, a partir da ação dos raios solares sobre o ergosterol por ela segregado. Outras aves (garças, gaviões, papagaios, etc.) possuem penas pulverulentas, isto é, penas cujas extremidades se desintegram à medida que crescem, formando um pó fino (como talco) que impermeabiliza as outras penas. As áreas do corpo cobertas por apenas denominam-se pterílias. O corpo das aves é recoberto por uma epiderme com queratina e por penas (anexos epidérmicos); as pernas são recobertas por escamas córneas. A formação de substância córnea dá-se nas penas, no bico e nos tarsos, dedos e unhas. Uma vez por ano as aves mudam de penas.
As penas que cobrem o corpo, exceto as asas e a cauda, denominam-se tectrizes. As penas grandes das asas, com função propulsora, denominam-se remígeas, e as penas grandes da cauda, que orientam o vôo, denominam-se rectrizes. As plumas são penas macias e flexíveis que recobrem o corpo das aves jovens, e que nas adultas ocorrem por entre as demais. As penas são formadas por queratina. São compostas por um tubo, o cálamo, zona que está presa à epiderme, um eixo, a ráquis, que se vai estreitando até à ponta do mesmo e o escapo, que é a mais axial. A ráquis leva o estandarte, que é formado de cada lado pelas barbas e pelas bárbulas, sendo estas últimas as verdadeiras unidades anatómicas das penas. Algumas penas, as rémiges das asas e as rectrizes da cauda têm por função o vôo. As restantes penas protegem a ave do meio ambiente.

Sistema de sustentação: para que consigam voar facilmente as aves têm que ser leves. O seu corpo é aerodinâmico oferecendo pouca resistência ao ar favorecendo o vôo.Têm músculos fortes. A maioria dos ossos são ocos ou esponjosos e acumulam ar (ossos pneumáticos) fazendo com que as aves sejam leves. Os ossos dos vertebrados geralmente são ocupados por algum tipo de tecido, como tecido adiposo (gordura) ou tecido hematopoético (produtor de células do sangue). Muitos ossos das aves, entretanto, são ocos e cheios de ar. Essa substituição de um tecido qualquer por ar evita um acréscimo na massa do animal, o que diminui o gasto de energia ao voar. Muitas aves são capazes de virar completamente a cabeça. As vértebras caudais são atrofiadas, formando o pigóstilo.

Sistema digestivo: é do tipo completo. As aves possuem bico e língua córneos; não há dentes. As aves granívoras (que se alimentam de grãos) apresentam moela e papo, que são pouco desenvolvidos ou mesmo ausentes nas aves carnívoras e frugívoras (aqueles que se alimentam de carnes e frutas). No papo o alimento é amolecido. Daí o alimento vai para o proventrículo (estômago químico), passando a seguir para a moela (estômago mecânico), que é muito musculosa e substitui a falta de dentes nas aves. Após a trituração, o alimento dirige-se para o intestino delgado, onde ocorre a absorção dos produtos úteis, sendo o restante eliminado através da cloaca. A cloaca é uma bolsa onde são lançadas as fezes, a urina e os gametas , portanto constitui o final de vários aparelhos e sistemas . Como glândulas anexas ao sistema digestivo, existe no fígado e o pâncreas.

Sistema excretor: os rins são metanefros, com dois uréteres que desembocam na cloaca, pois não possuem bexiga urinária e a sua excreção é rica em ácido úrico (ureotélicos).

Sistema respiratório: A respiração é pulmonar. Os pulmões são do tipo parenquimatoso, com vários canais de arejamento, ligados a cinco pares de sacos aéreos, ligados às cavidades dos ossos pneumáticos. Dentro dos pulmões, os condutos aéreos não terminam em vesículas pulmonares, continuando por um sistema capilar contínuo. Quando uma ave está pousada, a respiração faz-se pelo arfar do peito. Mas durante o vôo, automaticamente, devido aos movimentos das asas, produz-se a expansão e a contração da cavidade torácica, estabelecendo-se a conveniente passagem de ar nos pulmões necessária à respiração. Partem dos pulmões expansões membranosas denominadas sacos aéreos, os quais aumentam a superfície de contato para absorção do oxigênio. Além disso, os sacos aéreos expandem-se pelo interior de muitos ossos, tornando o animal mais leve. Não há verdadeiro diafragma, mas somente uma membrana (diafragma ornítico) que separa da cavidade abdominal a que contém os pulmões, ou pleura.

Possuem um "órgão do canto" chamado siringe, que se situa no final da traquéia antes da ramificação em brônquios. A siringe é mais desenvolvida nos machos, pois o canto deles serve para atrair as suas fêmeas e para delimitar os territórios. É característica das aves da ordem Passeriformes (pássaros), subordem Oscines (cantadores), nos quais a siringe, situada na bifurcação dos dois brônquios, tem membranas vibratórias e músculos (7 a 9 pares) que fazem variar a posição das membranas.

Sistema circulatório: a circulação é fechada, dupla e completa; o sangue venoso não se mistura com o sangue arterial. As hemácias são nucleadas e ovais. O coração tem 4 cavidades, que são conhecidos como os dois átrios ou aurículas e os dois ventrículos. O arco aórtico, em contraste com o dos mamíferos, é o voltado para o lado direito.

Sistema nervoso: o cérebro das aves é mais desenvolvidos que o dos répteis; apresentam sistema nervoso central e periférico com doze pares de nervos cranianos. O encéfalo apresenta cerebelo bem desenvolvido, pois necessitam de muito equilíbrio para o vôo. As aves também têm atividades instintivas complexas: danças de acasalamento, construção de ninhos, criação de filhotes, migração. Mas, como os hemisférios cerebrais são pouco desenvolvidos, elas se adaptam menos que os mamíferos às alterações do ambiente. Têm visão bem desenvolvida. Percebem cores nitidamente, pois a retina contém muitos cones com gotículas de óleo. Apresentam membrana nicitante revestindo os olhos no sentido horizontal, como uma cortina. Os olhos são de grande importância e a sua posição varia de uma posição lateral até uma posição frontal do crânio. Devido à posição dos olhos e à capacidade de virar a cabeça mais de um semicírculo para cada lado, as aves têm um campo visual mais extenso do que o mamíferos. Os olhos são enormes, por vezes maiores do que o cérebro. Têm grande capacidade de acomodação ocular, podendo focar rapidamente objetos. Podem servir como telescópio e como lentes de aumento e estão concebidos para ter o máximo de luminosidade. O olho da coruja capta uma quantidade de luz 100 vezes superior à do ser humano. Os mochos são capazes de localizar a sua presa na obscuridade total servindo-se da audição. O seu ouvido é dividido em ouvido externo, médio e interno e a audição é apurada. Ao contrário dos mamíferos, as aves têm olfato fraco .


Reprodução: são animais dióicos, ovíparos, com casca calcária. A reprodução é sexuada, com fecundação interna. A união dos gametas ocorre no oviduto, antes da formação da clara e casca do ovo. A fertilização se dá por atrito entre as cloacas, com exceção do pato, do marreco, do ganso, da ema e do avestruz, cujos machos possuem pênis. Os ovos possuem uma grande quantidade de gema, que é a fonte alimentar do embrião até seu nascimento. As fêmeas possuem apenas sistema reprodutor bem desenvolvido no lado esquerdo. No lado direito há um testículo rudimentar, o qual se torna funcional com a retirada do ovário. Mais raramente se pode formar um ovotéstis ou mesmo outro ovário. Desenvolvimento direto. Ovos telolécitos completos, ricos em vitelo. Os embriões das aves têm diversos envoltórios (ou anexos) embrionários que os protegem contra a dessecação e choques. Servem para a respiração, excreção e outras funções necessárias durante a vida embrionária. São o âmnio, o córion, o saco vitelino e o alantóide. O saco vitelínico fornece nutrientes ao embrião; o âmnio o protege dos choques, funcionando como uma almofada líquida e impede a dessecação; o córion mobiliza minerais para a construção do esqueleto e ajuda na respiração; o alantóide tem função respiratória e armazena os produtos de excreção do embrião.

Geneticamente, os machos são ZZ (homogaméticos) e as fêmeas são ZW(heterogaméticas). Observa-se a ocorrência de aves nidícolas ou nidífilas (ficam no ninho após a eclosão dos ovos) e aves nidífugas (saem do ninho após a eclosão dos ovos).

Sistemática

Na classe Aves encontramos cerca de 9.000 espécies atuais, divididas em dois grandes grupos:

1. RATITAS: apresentam asas atrofiadas ou ausentes e osso esterno sem quilha. Representados, principalmente, pelas seguintes ordens:

1.1. Apterigiformes: kiwi ou kivi ou quivi (Kivi, o Apteryx autralis; Grande Kivi- mosqueado, o Apteryx haasti; Pequeno Kivi-mosqueado, o Apteryx oweni). Endêmicas da Nova Zelândia, têm o tamanho de uma galinha e não têm asas nem cauda. A sua plumagem é de cor parda, com cerdas rijas que rodeiam a base do bico. A abertura do nariz encontra-se na ponta do seu bico comprido ligeiramente curvo. As narinas ficam na extremidade do longo bico,o que nos faz acreditar que use o olfato em busca de frutos, sementes e pequenos vermes e larvas de insetos.
1.2. Reiformes: a ema é autóctone da América do Sul e diferencia-se pelos 3 dedos em cada pata.
1.3. Estrutioniformes: a avestruz é classificada como Struthio camelus australis. É onívora e possui apenas dois dedos em cada pata. Originária da savana africana, vivendo em zonas semidesérticas. Medem de 2,0 m a 2,7 m de altura, pesam de 100 kg a 160 kg, vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40 anos. As fêmeas botam de 50 a 100 ovos por temporada, gerando de 20 a 40 crias por ano, com uma incubação 42 dias. Alimentam-se de pasto, alfafa e ração. Produzem cerca de 1,2 kg de plumas por ano e 35kg de carne limpa por animal. Tendo desembarcado no Brasil nos Anos 90, a avestruz tem se tornado um opção bastante atrativa para a agropecuária brasileira.(http://www.avestruz.com.br/principais/o_avestruz.html)

2. CARINATAS: apresentam asas bem desenvolvidas e esterno com quilha. O esterno é muito desenvolvido e a sua parte central forma uma crista saliente denominada "quilha" ou carena.

São representadas por ordens como:

2.1 Esfenisciformes: têm as asas transformadas em barbatanas; as penas estão reduzidas a pequenas escamas piliformes; os pés, muito grandes, estão situados muito para trás. Na água, as asas funcionam como remos e os pés como leme. O Pingüim.
2.2. Pelicaniformes: estas aves têm como característica marcante o fato do dedo posterior estar unido por uma membrana ao segundo dedo ficando com o pé palmado. Têm costumes sociais e alimentam-se de peixes. Vivem normalmente na costa com algumas exceções como as fragatas e os alcatrazes. O pelicano e o mergulhão.
2.3. Ciconiformes: garça, cegonha e flamingo.
2.4. Anseriformes: pato, ganso e cisne.
2.5. Falconiformes: engloba cerca de 280 espécies, incluindo as aves de rapina diurnas. São depredadoras carnívoras, servindo-se do seu forte e curvo bico com bordos cortantes. As suas patas são compridas, nuas ou cobertas de penas mas com fortes e afiadas garras. Nidificam em árvores ou sobre as rochas e os filhotes são nidícolas e totalmente dependentes dos pais. O urubu, falcão, águia, abutre e gavião.
2.6. Galiformes: codorna, faisão, peru, galinha e perdiz.
2.7. Columbiformes: possuem asas fortes, cabeça pequena, bico e patas curtas, mas com dedos muito desenvolvidos. Algumas famílias nidificam no chão e não constroem ninhos, outras fazem o ninho nas árvores, nascendo pouco desenvolvidos. Algumas espécies são migratórias. Só a família dos Columbídeos tem 250 (alguns autores indicam 400) espécies espalhadas por toda a terra à excepção das regiões polares. Os pombos.
2.8. Pscitaciformes: papagaio.
2.9. Estrigiformes: coruja.
2.10. Piciformes: pica-pau.
2.11. Passeriformes: as espécies pertencentes a esta ordem correspondem a mais de metade das aves vivas atuais. São aves normalmente pequenas, com quatro dedos, três dirigidos para a frente, e o polegar, mais desenvolvido, para trás. A siringe é bastante desenvolvida e todos apresentam 14 vértebras cervicais. Constroem ninhos e nascem pouco desenvolvidas, requerendo muitos cuidados. São sedentárias e migradoras ocupando todas as regiões do globo, à exceção da região ártica e antárctica. A ordem compreende 54 famílias com mais de 5000 espécies. Os passarinhos.